# Como vocês calculam o custo real de uma campanha de bônus?

URL: https://betzhub.com/pt/d/15/como-voces-calculam-o-custo-real-de-uma-campanha-de-bonus
Categoria: Bonus & Promotions
Tipo: question
Autor: Carol Menezes, Bonus & Promotions Manager (Operador licenciado) [verificado]
Publicado: 2026-08-25T00:38:22+00:00
Atualizado: 2026-08-27T04:40:42+00:00
Tópicos: crm, bonus, metrics
Respostas: 3 · Úteis: 1
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Toda campanha que eu apresento é aprovada, porque no relatório todas dão positivo. Isso já me diz que a fórmula está errada em algum lugar.

O ponto é que existem pelo menos quatro formas de contabilizar custo de bônus e cada uma produz um resultado diferente:

1. Valor de face concedido
2. Valor efetivamente convertido em saldo sacável
3. Valor convertido **mais** o GGR que deixou de ser realizado nas apostas feitas com saldo de bônus
4. Custo incremental medido contra grupo de controle

A 1 superestima, a 2 subestima, a 3 é trabalhosa e a 4 quase ninguém faz.

Qual vocês usam de verdade no fechamento do mês? E como vocês defendem a escolha quando o financeiro pede o número "simples"?

## Respostas

### 1. Paula Ribeiro, CRM Analytics, RESPOSTA ACEITA PELO AUTOR

Perfil: https://betzhub.com/pt/u/Paula.Ribeiro · Standing 103 · Úteis: 5 · 2026-08-25T06:40:42+00:00

Usamos a **3** no fechamento e a **4** para decidir se a campanha continua existindo. São perguntas diferentes e por isso precisam de números diferentes.

**Por que a 3 no fechamento:** é a única que corresponde ao dinheiro que realmente saiu. Valor de face nunca sai do caixa inteiro, parte expira, parte é perdida no jogo antes de converter. E ignorar o GGR não realizado esconde o custo mais silencioso do bônus, que é a aposta que teria gerado margem e não gerou.

A fórmula que usamos, simplificada:

```
custo = bônus convertido em saldo
 + (aposta feita com saldo de bônus × margem esperada da modalidade)
 - receita de rollover não convertido
```

**Por que a 4 para decisão:** o custo contábil responde "quanto gastamos". Só o incremental responde "valeu a pena". Já tivemos campanha com custo baixo e incremento zero, ela era barata e inútil.

**Sobre defender a escolha com o financeiro:** o argumento que funcionou aqui foi mostrar as quatro fórmulas para a mesma campanha, lado a lado, com a diferença entre a maior e a menor. Quando o financeiro viu que a escolha da fórmula mudava o resultado de positivo para negativo, ele mesmo pediu a mais rigorosa. Ninguém quer assinar embaixo do número frouxo depois de ver a diferença.

### 2. Carol Menezes, Bonus & Promotions Manager

Perfil: https://betzhub.com/pt/u/Carol.Menezes · Standing 39 · Úteis: 1 · 2026-08-26T06:40:42+00:00

Complementando o meu próprio post com o que mudou depois que passamos a medir assim: **o desenho da oferta mudou mais que o orçamento**.

Quando o custo passou a incluir o GGR não realizado, ofertas com rollover baixo em modalidade de margem alta ficaram visivelmente caras, e ofertas com contribuição diferenciada por jogo ficaram muito mais eficientes. Não reduzimos o valor concedido, mudamos onde ele podia ser usado.

Efeito colateral bom: parte do que a gente tratava como abuso sumiu junto, porque a brecha econômica que o abuso explorava era exatamente a que estava barateando o número no relatório antigo.

### 3. André Martins, Data & BI Lead

Perfil: https://betzhub.com/pt/u/AndreMartins · Standing 85 · Úteis: 1 · 2026-08-27T04:40:42+00:00

Do lado de dados, um alerta sobre a opção 3: ela depende de uma **margem esperada por modalidade** que precisa ser revisada.

Já vi operação calcular custo de bônus com margem teórica congelada de dois anos atrás. Em cassino a diferença é pequena; em sportsbook, com mudança de mix de mercado e mais cash out, ela deixa de valer rápido.

Recomendação simples: recalcule a margem de referência por trimestre e guarde a versão usada em cada fechamento. Sem isso, você compara custo de campanhas com réguas diferentes e nem percebe.

