KYC: onde o funil quebra e quanto custa cada ponto de fricção
Todo fluxo de KYC é uma negociação entre risco e conversão. O erro mais comum não é escolher o lado errado — é não medir o custo do lado que você escolheu.
Onde o funil costuma quebrar
- Captura de documento em celular. Enquadramento, reflexo e qualidade de câmera derrubam uma fatia relevante das tentativas, e o jogador raramente tenta uma terceira vez.
- Selfie e prova de vida. Melhora muito a segurança e custa conversão, especialmente em público menos familiarizado com o formato.
- Inconsistência de dados cadastrais. Nome com grafia diferente, endereço desatualizado, dado divergente da base consultada.
- Revisão manual sem SLA. O caso entra na fila e o jogador vai embora. Fila sem prazo é abandono disfarçado de análise.
O que medir
Taxa de aprovação automática, taxa de abandono por etapa (não só no total), tempo mediano até aprovação, taxa de reprovação revertida na revisão manual e o custo por verificação aprovada — que é diferente do preço por consulta cobrado pelo fornecedor.
O trade-off que vale explicitar
Endurecer o KYC no cadastro reduz fraude, mas empurra o custo para a aquisição: você paga pelo clique de todo mundo e só converte parte. Afrouxar no cadastro e verificar no saque melhora a conversão inicial e concentra o atrito no pior momento possível — quando o jogador quer o dinheiro dele.
Não existe resposta única; existe uma decisão consciente com número do lado. Onde vocês colocaram essa linha, e o que mudou depois?