CPA, RevShare e híbrido: como cada modelo de afiliados realmente paga
Os três modelos existem há décadas e ainda geram discussão porque cada um transfere um risco diferente entre operador e afiliado.
CPA. Valor fixo por jogador que cumpre um critério (normalmente FTD acima de um mínimo, às vezes com exigência de atividade). O operador assume o risco: paga na frente e descobre depois se a coorte tinha valor. Vantagem para o afiliado: fluxo de caixa previsível. Risco para o operador: tráfego otimizado para cumprir o critério, e não para gerar jogador de valor.
RevShare. Percentual do NGR gerado pelo jogador, geralmente por tempo indeterminado. O risco fica com o afiliado, que só ganha se o jogador tiver valor real — e por isso é o modelo que melhor alinha incentivos. Ponto de atrito: o que exatamente entra na dedução do NGR. É a origem da maioria das brigas comerciais.
Híbrido. Um CPA menor mais um RevShare menor. Divide o risco e costuma ser o formato que sobrevive à negociação quando nenhum lado quer ceder inteiramente.
Os detalhes que decidem o contrato
- Carry over de saldo negativo: o mês negativo é zerado ou acumula para o mês seguinte? Muda completamente o valor do acordo em RevShare.
- Baseline de qualidade: existe um critério mínimo de atividade, ou basta depositar uma vez?
- Atribuição: janela do cookie, last click ou modelo multi-toque, e o que acontece quando dois afiliados tocam o mesmo jogador.
- Prazo de pagamento e auditabilidade do relatório. O afiliado consegue conferir o número que recebeu?
Um bom acordo é aquele em que o afiliado ganha mais quando manda tráfego melhor — não quando manda mais tráfego. Qual modelo tem funcionado melhor para vocês, e por quê?