CPA, RevShare e híbrido: como cada modelo de afiliados realmente paga

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MT
Marcos TeixeiraVerificadoOperador
Head of CRM · LatAm · Grupo regional · desde 08/2026

Os três modelos existem há décadas e ainda geram discussão porque cada um transfere um risco diferente entre operador e afiliado.

CPA. Valor fixo por jogador que cumpre um critério (normalmente FTD acima de um mínimo, às vezes com exigência de atividade). O operador assume o risco: paga na frente e descobre depois se a coorte tinha valor. Vantagem para o afiliado: fluxo de caixa previsível. Risco para o operador: tráfego otimizado para cumprir o critério, e não para gerar jogador de valor.

RevShare. Percentual do NGR gerado pelo jogador, geralmente por tempo indeterminado. O risco fica com o afiliado, que só ganha se o jogador tiver valor real, e por isso é o modelo que melhor alinha incentivos. Ponto de atrito: o que exatamente entra na dedução do NGR. É a origem da maioria das brigas comerciais.

Híbrido. Um CPA menor mais um RevShare menor. Divide o risco e costuma ser o formato que sobrevive à negociação quando nenhum lado quer ceder inteiramente.

Os detalhes que decidem o contrato

  • Carry over de saldo negativo: o mês negativo é zerado ou acumula para o mês seguinte? Muda completamente o valor do acordo em RevShare.
  • Baseline de qualidade: existe um critério mínimo de atividade, ou basta depositar uma vez?
  • Atribuição: janela do cookie, last click ou modelo multi-toque, e o que acontece quando dois afiliados tocam o mesmo jogador.
  • Prazo de pagamento e auditabilidade do relatório. O afiliado consegue conferir o número que recebeu?

Um bom acordo é aquele em que o afiliado ganha mais quando manda tráfego melhor, não quando manda mais tráfego. Qual modelo tem funcionado melhor para vocês, e por quê?

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Respostas2

JV
João ViníciusVerificado
Growth & Afiliados · Agência de performance · Standing 38
#1

Bom resumo. Vou pelo lado de quem manda tráfego, porque o post cobre bem a mecânica mas os pontos de atrito reais são outros três:

1. Carry over de negativo. É o item mais decisivo do contrato e o menos discutido na negociação. RevShare com saldo negativo acumulando indefinidamente é, na prática, um contrato diferente do que foi apresentado. Se acumula, tem que ter teto e prazo de zeragem.

2. Definição de NGR no contrato. Contrato que diz "percentual do NGR" sem anexar a fórmula é conflito futuro garantido. Já vi dedução de custo de payout aparecer no cálculo seis meses depois da assinatura.

3. Auditabilidade. O afiliado precisa conseguir bater o número dele com alguma coisa. Painel que só mostra o total pago, sem detalhe por jogador ou por período, não permite conferência, e desconfiança em afiliado grande vira migração de tráfego.

Sobre modelos: híbrido é o que mais sobrevive à negociação, mas só funciona quando o CPA é baixo o suficiente para não virar o objetivo. CPA alto com RevShare simbólico é CPA com etiqueta bonita.

JA
José AlencarVerificadoOperador
Head of CRM · Operador nacional · Standing 45
#2

Complemento do lado do operador, para não parecer que só o afiliado tem risco.

O que quebra programa de afiliados no nosso lado é baseline de qualidade mal definida. CPA que dispara com depósito mínimo produz exatamente o tráfego que cumpre o depósito mínimo. Não é má-fé do afiliado; é o incentivo que a gente escreveu.

O que funcionou melhor aqui: critério de CPA com dois gatilhos, depósito acima de um valor e atividade em uma segunda sessão dentro de X dias. Reduziu volume de FTD e melhorou a coorte a ponto de compensar com folga.

E uma coisa que eu recomendo: mande o relatório de qualidade de volta para o afiliado. Afiliado sério ajusta a fonte quando vê que a coorte dele está pior que a média. Afiliado que não ajusta te disse tudo que você precisava saber.

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