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Como vocês medem o impacto real de um programa VIP?

· 2 respostas· 379 visualizações
DF
Diego FariasVerificadoOperador
VIP & Loyalty Manager · Operador nacional · desde 08/2026

Todo operador tem programa VIP. Poucos conseguem provar que ele gera valor incremental, a maior parte dos números que vejo compara jogador VIP com jogador comum, o que é comparação enviesada por construção: o VIP já era mais valioso antes de entrar no programa.

O que eu gostaria de discutir:

  • Vocês conseguem isolar o incremento do programa, ou medem apenas a receita da carteira VIP?
  • Alguém roda grupo de controle de verdade (jogador elegível que não recebe tratamento VIP)? Como lidam com a objeção comercial de "deixar dinheiro na mesa"?
  • Qual sinal vocês usam para entrar alguém no programa, e qual usam para tirar?
  • Como vocês separam o efeito do gestor de conta do efeito do benefício?

Se alguém tiver um desenho de medição que sobreviveu ao escrutínio do financeiro, seria muito útil ver.

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Respostas2

Resolvida
MH
Malu HoldVerificadoOperador
Head of VIP · Operador licenciado · Standing 141
Solução aceita

Essa é a pergunta que eu levo para toda entrevista de emprego, dos dois lados da mesa.

Resposta honesta: muito poucos conseguem provar incremento, e eu incluída durante bastante tempo.

O que fizemos para sair do lugar:

Grupo de controle de verdade, pequeno e temporário. Selecionamos jogadores elegíveis pelo mesmo critério e mantivemos uma fração sem tratamento VIP por um trimestre. A objeção comercial veio, forte, e o que resolveu foi enquadrar o custo: não estávamos "deixando dinheiro na mesa", estávamos comprando a informação de quanto o programa vale. Sem ela, o orçamento inteiro do programa era um ato de fé.

Resultado: o incremento existia, mas era menor que o alardeado, e estava concentrado em uma faixa específica da carteira. A parte de cima da carteira teria ficado de qualquer forma, o programa não estava criando aquele valor, estava acompanhando.

Sobre entrada e saída: entrada por potencial, não por valor já gasto. Valor gasto já aconteceu; potencial é o que dá para influenciar. E precisa existir saída, ou a carteira só cresce e o custo por jogador atendido despenca em qualidade.

Efeito gestor versus efeito benefício: rodamos uma variação com atendimento dedicado e benefício reduzido. Para nossa surpresa, o atendimento explicava mais do que o benefício em boa parte da carteira. Isso mudou onde colocamos o dinheiro.

AM
André MartinsVerificadoFornecedor
Data & BI Lead · Plataforma B2B · Standing 85
#2

Do lado de medição, dois cuidados para quem for repetir o teste que a Malu descreveu.

Viés de seleção do gestor. Se o gestor escolhe quem entra no programa, o resultado do programa é indistinguível da capacidade do gestor de escolher bom jogador. Ou o critério de elegibilidade é automático, ou o teste não mede o que você acha que mede.

Janela curta demais. Programa VIP atua em horizonte longo. Teste de 30 dias captura quase só novidade. Trimestre é o mínimo, e mesmo assim com ressalva.

Um atalho útil para quem não pode segurar grupo de controle: diferença em diferenças usando jogadores que entraram no programa em momentos diferentes por motivo operacional, não por decisão de mérito. Não é tão limpo quanto experimento, mas é muito melhor que comparar VIP com não-VIP.

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